17 outubro 2011
15 outubro 2011
02 outubro 2011
26 setembro 2011
DICAS DE COMO REDIGIR UMA BOA REDAÇÃO
Antes de começar a redigir uma redação é recomendável que faça um rascunho com todas as informações que você tem sobre o determinado assunto, desta forma ficará mais fácil na hora de organizar as ideias na redação.
As ideias que serão transmitidas devem estar claras primeiramente para você.
Quando se tem conhecimento sobre o tema proposto é muito bom, mas só isso não basta, é preciso também saber organizar suas ideias e jamais fugir do tema proposto.
Organize suas ideias encaixando-as no texto de uma maneira que fique de fácil entendimento ao leitor. Uma redação coerente deve sempre apresentar INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO.
Evite usar palavras repetidas, pois isso dá impressão de que você não tem um vocabulário rico.
O nervosismo é um fator presente nos momentos em que precisamos fazer uma redação, principalmente quando ela está valendo nota na escola, em prova de vestibular ou concurso. Mas é preciso manter a calma, pois tendo calma, terá mais chances de conseguir organizar as ideias com clareza. Apesar de muitas vezes ser exigido que na redação seja colocada a sua opinião, nunca coloque um texto dissertativo em primeira pessoa, evite palavras como: “eu”, “acho”, etc. Estes termos empobrecem sua redação.
Prefira construir seu texto na terceira pessoa (achamos, acreditamos), fazendo com que sua opinião seja a mesma de várias pessoas.
Muitas vezes a dificuldade vem da falta de informação sobre o assunto, por isso, lembre-se: quanto mais informações você tiver em seu cotidiano sobre diversos assuntos, será mais fácil ter argumentos na hora de redigir uma redação.
25 setembro 2011
Por que a escrita é necessária?
A comunicação entre os homens sempre foi principalmente oral, isto é, feita por meio da palavra falada. Após séculos e séculos utilizando o fantástico instrumento da fala, os homens sentiram a necessidade de fixá-lo de maneira permanente. Assim o caminho para a representação gráfica da linguagem oral foi aberto. Foi um longo percurso desde as primeiras pinturas figurativas e esquemáticas (escritas ideográficas) até chegar à escrita alfabética (fonográfica), como hoje conhecemos.
No entanto, a escrita propriamente dita começou há apenas 5 mil anos, 17 mil anos depois das pinturas rupestres feitas nas grutas de Lascaux (na França) e Altamira (na Espanha).
07 setembro 2011
Gírias e Neologismos
Periguete, blogar, tuitar: já no dicionário
O que era apenas gíria, agora ganhou espaço no dicionário. Lançado na 15ª edição da Bienal do Livro, o novo "Aurélio Júnior", da Editora Positivo, traz, em suas 992 páginas, o significado para o termo periguete, por exemplo. Na obra, a palavra está definida como "moça ou mulher que, não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um".
- A função deste manual é definir estes conceitos para os estudantes dos ensinos fundamental e médio. Sempre tem aqueles que têm vergonha de perguntar o significado de alguma palavra e, por isso, acabam procurando no dicionário. Quando o livro esclarece que periguete é uma gíria, o aluno aprende que não é uma palavra muito adequada para se usar em uma redação, por exemplo. Ele vai saber que, em uma linguagem mais formal, vai ter que procurar um termo substituto - explicou a editora dos dicionários da Editora Positivo, Valéria Zelik.
Aluna do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Professor Daltro Santos, em Bangu, Fernanda Gomes, de 17 anos, se surpreendeu ao folhear o livro.
- Nunca imaginei que tivesse gíria no dicionário. É interessante, porque muitos jovens falam uma palavra e não sabem o significado certo - contou.
A amiga Kerollyn Lopes, também de 17 anos, aprovou o novo livro.
- Ele fala a língua do adolescente. Isto acaba incentivando a gente a ler mais o dicionário - disse ela.
Com a onda tecnológica, palavras e expressões do mundo virtual também foram acrescentadas ao dicionário. Baixar, por exemplo, significa "fazer download de arquivos, dados". Blogar e tuitar ganharam uma versão em português para o ato de postar algo em blog ou no Twitter, respectivamente. Pen drive, ecobag, ecojoia, bullying e blu-ray disc são outros termos que fazem parte do manual, que traz ainda rubricas que indicam a área do conhecimento em que a palavra é usada, além de orientações para produção de textos, resumo gramatical, símbolos e unidades de medidas, formas de tratamento, entre outras.
O "Aurélio Júnior" custa R$ 38,50 e, por enquanto, só está à venda na feira de livros. A previsão é de que a obra chegue às livrarias no fim do mês.
01 setembro 2011
Medo de falar em público nunca mais!
O medo de falar em público é um sentimento muito comum.
Friozinho na barriga, tremedeira, voz trêmula e suor em excesso são algumas entre tantas manifestações que o organismo libera quando se está prestes a falar em público. O medo, ou melhor, o receio de falar para outras pessoas acompanha indivíduos desde o período estudantil, quando precisa participar de debates e seminários em sala e/ou apresentar trabalhos e posteriormente uma monografia, tese e assim sucessivamente.
Falar em público para alguns é normal e simples, mas para tantos outros é tarefa um tanto quanto difícil. Por esse fato é que seguem algumas dicas para aqueles que sentem vontade de sumir quando chega a sua vez de falar:
• É importante conhecer o ambiente em que se vai falar e se familiarizar com ele;
• Receber alguns ouvintes para tentar se familiarizar com sua platéia também vale;
• Caso conheça a platéia, tente não se concentrar nas piadinhas e chacotas feitas por ela;
• Ser natural, não tentando demonstrar ser melhor ou pior do que de fato é;
• Não demonstrar nervosismo, pois esse problema pode “roubar” a atenção do público;
• Saber o tema a ser relatado, a finalidade do discurso, o público alvo, a duração da fala e os recursos existentes para a boa apresentação;
• Falar calmamente e pausadamente para facilitar a pronúncia correta das palavras;
• Realizar exercícios de relaxamento evitando a ingestão de muito líquido (já que o nervosismo pode fazer você ter necessidade de ir ao banheiro no meio da apresentação);
• Moderar a altura e a intensidade da voz;
• Concentrar no que será falado e não no público.
É possível destacar três pontos chaves para falar em público e obter sucesso: dominar a técnica, a prática e o assunto. Tais dicas acima fazem com que o objetivo da apresentação seja alcançado e, além disso, melhora a autoconfiança dos indivíduos que precisam falar e se sentem receosos.
Falar em público para alguns é normal e simples, mas para tantos outros é tarefa um tanto quanto difícil. Por esse fato é que seguem algumas dicas para aqueles que sentem vontade de sumir quando chega a sua vez de falar:
• É importante conhecer o ambiente em que se vai falar e se familiarizar com ele;
• Receber alguns ouvintes para tentar se familiarizar com sua platéia também vale;
• Caso conheça a platéia, tente não se concentrar nas piadinhas e chacotas feitas por ela;
• Ser natural, não tentando demonstrar ser melhor ou pior do que de fato é;
• Não demonstrar nervosismo, pois esse problema pode “roubar” a atenção do público;
• Saber o tema a ser relatado, a finalidade do discurso, o público alvo, a duração da fala e os recursos existentes para a boa apresentação;
• Falar calmamente e pausadamente para facilitar a pronúncia correta das palavras;
• Realizar exercícios de relaxamento evitando a ingestão de muito líquido (já que o nervosismo pode fazer você ter necessidade de ir ao banheiro no meio da apresentação);
• Moderar a altura e a intensidade da voz;
• Concentrar no que será falado e não no público.
É possível destacar três pontos chaves para falar em público e obter sucesso: dominar a técnica, a prática e o assunto. Tais dicas acima fazem com que o objetivo da apresentação seja alcançado e, além disso, melhora a autoconfiança dos indivíduos que precisam falar e se sentem receosos.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Equipe Brasil Escola
29 agosto 2011
28 agosto 2011
Inusitada Despedida
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente estou fora. Fui expulso para sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os DOIS PONTOS disseram que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto eles se equilibram um sobre o outro.
Até o CEDILHA foi a favor da minha expulsão, aquele C frouxo que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o PONTO FINAL para trabalharmos juntos, fazendo um bico de RETICÊNCIAS, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por ASPAS? A verdade é que estou fora de moda. Na moda estão os estrangeiros, o K e o W, só se vê "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que, aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou embora da Língua Portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o Alemão, lá eles me adoram. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Ass.: Trema.
27 agosto 2011
24 agosto 2011
Da turma do fundão aos tímidos: pesquisa mostra tipos de alunos
Segundo especialistas, é importante que o professor "entenda" o perfil dos seus alunos para aumentar o rendimento da turma
A patricinha, o roqueiro, o sonolento, a estudiosa. Os tipos de alunos encontrados em uma escola já foram retratados com humor em filmes adolescentes e em videoclipes musicais, mas agora pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) traçaram um perfil psicológico de 51 mil pessoas que deve servir para que os professores "entendam seus alunos".
Fazendo uso de um questionário online (www.temperamento.com.br), os estudiosos analisaram o perfil de pessoas com idades entre 11 e 32 anos. Médico psiquiatra e professor titular da Faculdade de Biociências da PUCRS, Diogo Lara aplicou os resultados obtidos em uma sala de aula e concluiu que, dentro de um ambiente de ensino, existem quatro perfis de estudantes: estáveis, internalizados ou inibidos, instáveis e externalizados.
De acordo com ele, esses perfis são baseados em características pessoais e sentimentos que se manifestam no indivíduo durante uma aula, seja da escola ou da faculdade. "Os tipos são determinantes para o sucesso ou fracasso do ensino. O desafio do professor é se adequar aos seus estudantes para aumentar o rendimento da turma", diz.
O perfil predominante em uma escola são os estáveis, que compreendem 30% da população escolar. "Eles são perfeccionistas, bem dispostos e têm perfil de liderança. É o grupo mais fácil de trabalhar, pois se adaptam a diferentes tipos de atividades com facilidade", explica Lara. Contudo, o mesmo não acontece com os internalizados ou inibidos, que representam de 20% a 25% dos estudantes e possuem características como timidez e depressão. Eles lidam bem com aulas expositivas, mas não gostam de trabalho em grupo. Além disso, participam pouco da aula.
Os conhecidos como "galera do fundão", também foram identificados na pesquisa, em que receberam a denominação de instáveis e representam de 20% a 25% dos alunos em uma sala de aula. Possuindo comportamentos como alternância de humor e agitação, esse grupo tende a não lidar bem com regras e ensinamentos monótonos. Segundo o psiquiatra, os professores devem ser pacientes com este grupo e saber conversar. Aulas interativas são bem recebidas por eles.
Por fim, existem ainda os externalizados, que também se sentam no fundo da sala e representam de 20% a 25% dos estudantes. Conforme o estudo, eles são desinibidos e não gostam de aulas formais, preferindo atividades dinâmicas e esportivas, nas quais possam descarregar energia. Lara explica que a diferença deste grupo para os instáveis está na forma como lidam com conflitos. "Os instáveis se magoam, e os externalizados passam para a briga", define. Ou seja, os grupos externalizados e instáveis, que juntos representam 40% dos estudantes, não aprendem com o tipo de aula mais usada nas escolas: as expositivas.
O pesquisador explica que o estudo comprova que o sucesso em sala de aula depende da capacidade do professor de saber ler seus alunos e variar os tipos de exercícios para atingir todos os grupos. "Em uma sala de aula, sempre vai existir os quatro perfis. Mas se houver predomínio de algum tipo, o professor deve se adaptar para dar aulas em um estilo que se encaixe mais com a maioria. Por exemplo: dar aulas mais dinâmicas e interativas em uma turma com mais instáveis e externalizados", recomenda.
Observação e intuição do professor ajudam a identificar perfis
Para os professores que desejam reconhecer os perfis dos seus alunos, Lara sugere analisar o local onde os estudantes costumam sentar. Os estáveis, por exemplo, preferem as mesas no centro ou na frente da sala. Os Inibidos, geralmente, escolhem as cadeiras da frente, e os externalizados e instáveis se reúnem nas classes do fundo. "Normalmente, os educadores conseguem perceber isso por intuição e observação. A questão é saber se eles estão trabalhando com essa diversidade", diz.
Ou seja, segundo sugere o psiquiatra, não é preciso usar metodologia científica para identificar os diferentes tipos de alunos em uma aula. Com sensibilidade, alguns professores fazem suas próprias definições de perfis e trabalham a partir disso.
O professor universitário Arievaldo Alves de Lima, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, tem o costume de observar muito seus alunos nos primeiros dias de aulas e realizar atividades interativas seguidas de alguns questionários. O objetivo do educador de Ciências Contábeis é traçar o perfil de seus estudantes para saber qual o tipo de aula será mais eficaz para cada um deles. "Cada um tem o seu modelo próprio de ação e recepção do aprendizado, e o professor precisa compreender isso", afirma.
Lima conta que passou a ter essa sensibilidade somente depois que se formou em Pedagogia. Devido a anos de experiência e observação, o professor também traçou quatro perfis de alunos. O primeiro grupo é o que Lima chama de diplomatas: "Esse aluno prefere trabalhar com pessoas a lidar com informação escrita; prefere estudar em grupo e gosta de atenção especial do professor". Também existem os burocratas, que gostam de trabalhar sozinhos com leituras, textos e exercícios. "Esse grupo tende a rejeitar atividades subjetivas, pois eles dão valor à informação documentada que faz com que tenham controle de seu estudo. Além disso, eles costumam pensar muito antes de falar, o que resulta em uma baixa participação em sala de aula", afirma Lima.
Outro perfil de estudante observado pelo professor são os práticos, que preferem que a aula vá direito ao ponto, sem ações paralelas. "Eles gostam de realizar exercícios e preferem trabalhar sozinhos. Minha dica para trabalhar com eles é abusar de listas como, cinco regras para acentuar bem, três axiomas de probabilidade, etc.". Contudo, este tipo de exercício não irá funcionar para os radicais, que respondem a aulas cheias de novidades e interatividades. "Eles basicamente são a turma do fundão e se interessam por aulas em power point, com vídeos e cheias de histórias ilustrativas e curiosas", ensina.
A professora de inglês e espanhol da Escola de Idiomas CCAA, de Diadema (SP), Zailda Coirano, define seus alunos pela motivação de cada um deles para estar ali. Ela afirma perceber que alguns alunos são motivados pela vontade de serem os melhores da turma e ser reconhecidos por isso, outros, somente pelo desejo de fazer amigos e serem aceitos pelo grupo. Um último grupo é o que ela chama de individualistas, são preocupados com o conteúdo em si e com sua própria compreensão e aprendizagem.
"Quando um aluno está com dificuldades, por exemplo, eu vou incentivá-lo de acordo com sua motivação. Se ele for individualista, vou dizer que ele deve melhorar para não rodar, por exemplo. Já se ele for preocupado com o grupo, vou usar o argumento de que ele precisa estudar para acompanhar os colegas", ensina, destacando que percebeu um maior rendimento dos alunos quando passou a trabalhar dessa forma.
Segundo especialistas, é importante que o professor "entenda" o perfil dos seus alunos para aumentar o rendimento da turma
A patricinha, o roqueiro, o sonolento, a estudiosa. Os tipos de alunos encontrados em uma escola já foram retratados com humor em filmes adolescentes e em videoclipes musicais, mas agora pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) traçaram um perfil psicológico de 51 mil pessoas que deve servir para que os professores "entendam seus alunos".
Fazendo uso de um questionário online (www.temperamento.com.br), os estudiosos analisaram o perfil de pessoas com idades entre 11 e 32 anos. Médico psiquiatra e professor titular da Faculdade de Biociências da PUCRS, Diogo Lara aplicou os resultados obtidos em uma sala de aula e concluiu que, dentro de um ambiente de ensino, existem quatro perfis de estudantes: estáveis, internalizados ou inibidos, instáveis e externalizados.
De acordo com ele, esses perfis são baseados em características pessoais e sentimentos que se manifestam no indivíduo durante uma aula, seja da escola ou da faculdade. "Os tipos são determinantes para o sucesso ou fracasso do ensino. O desafio do professor é se adequar aos seus estudantes para aumentar o rendimento da turma", diz.
O perfil predominante em uma escola são os estáveis, que compreendem 30% da população escolar. "Eles são perfeccionistas, bem dispostos e têm perfil de liderança. É o grupo mais fácil de trabalhar, pois se adaptam a diferentes tipos de atividades com facilidade", explica Lara. Contudo, o mesmo não acontece com os internalizados ou inibidos, que representam de 20% a 25% dos estudantes e possuem características como timidez e depressão. Eles lidam bem com aulas expositivas, mas não gostam de trabalho em grupo. Além disso, participam pouco da aula.
Os conhecidos como "galera do fundão", também foram identificados na pesquisa, em que receberam a denominação de instáveis e representam de 20% a 25% dos alunos em uma sala de aula. Possuindo comportamentos como alternância de humor e agitação, esse grupo tende a não lidar bem com regras e ensinamentos monótonos. Segundo o psiquiatra, os professores devem ser pacientes com este grupo e saber conversar. Aulas interativas são bem recebidas por eles.
Por fim, existem ainda os externalizados, que também se sentam no fundo da sala e representam de 20% a 25% dos estudantes. Conforme o estudo, eles são desinibidos e não gostam de aulas formais, preferindo atividades dinâmicas e esportivas, nas quais possam descarregar energia. Lara explica que a diferença deste grupo para os instáveis está na forma como lidam com conflitos. "Os instáveis se magoam, e os externalizados passam para a briga", define. Ou seja, os grupos externalizados e instáveis, que juntos representam 40% dos estudantes, não aprendem com o tipo de aula mais usada nas escolas: as expositivas.
O pesquisador explica que o estudo comprova que o sucesso em sala de aula depende da capacidade do professor de saber ler seus alunos e variar os tipos de exercícios para atingir todos os grupos. "Em uma sala de aula, sempre vai existir os quatro perfis. Mas se houver predomínio de algum tipo, o professor deve se adaptar para dar aulas em um estilo que se encaixe mais com a maioria. Por exemplo: dar aulas mais dinâmicas e interativas em uma turma com mais instáveis e externalizados", recomenda.
Observação e intuição do professor ajudam a identificar perfis
Para os professores que desejam reconhecer os perfis dos seus alunos, Lara sugere analisar o local onde os estudantes costumam sentar. Os estáveis, por exemplo, preferem as mesas no centro ou na frente da sala. Os Inibidos, geralmente, escolhem as cadeiras da frente, e os externalizados e instáveis se reúnem nas classes do fundo. "Normalmente, os educadores conseguem perceber isso por intuição e observação. A questão é saber se eles estão trabalhando com essa diversidade", diz.
Ou seja, segundo sugere o psiquiatra, não é preciso usar metodologia científica para identificar os diferentes tipos de alunos em uma aula. Com sensibilidade, alguns professores fazem suas próprias definições de perfis e trabalham a partir disso.
O professor universitário Arievaldo Alves de Lima, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, tem o costume de observar muito seus alunos nos primeiros dias de aulas e realizar atividades interativas seguidas de alguns questionários. O objetivo do educador de Ciências Contábeis é traçar o perfil de seus estudantes para saber qual o tipo de aula será mais eficaz para cada um deles. "Cada um tem o seu modelo próprio de ação e recepção do aprendizado, e o professor precisa compreender isso", afirma.
Lima conta que passou a ter essa sensibilidade somente depois que se formou em Pedagogia. Devido a anos de experiência e observação, o professor também traçou quatro perfis de alunos. O primeiro grupo é o que Lima chama de diplomatas: "Esse aluno prefere trabalhar com pessoas a lidar com informação escrita; prefere estudar em grupo e gosta de atenção especial do professor". Também existem os burocratas, que gostam de trabalhar sozinhos com leituras, textos e exercícios. "Esse grupo tende a rejeitar atividades subjetivas, pois eles dão valor à informação documentada que faz com que tenham controle de seu estudo. Além disso, eles costumam pensar muito antes de falar, o que resulta em uma baixa participação em sala de aula", afirma Lima.
Outro perfil de estudante observado pelo professor são os práticos, que preferem que a aula vá direito ao ponto, sem ações paralelas. "Eles gostam de realizar exercícios e preferem trabalhar sozinhos. Minha dica para trabalhar com eles é abusar de listas como, cinco regras para acentuar bem, três axiomas de probabilidade, etc.". Contudo, este tipo de exercício não irá funcionar para os radicais, que respondem a aulas cheias de novidades e interatividades. "Eles basicamente são a turma do fundão e se interessam por aulas em power point, com vídeos e cheias de histórias ilustrativas e curiosas", ensina.
A professora de inglês e espanhol da Escola de Idiomas CCAA, de Diadema (SP), Zailda Coirano, define seus alunos pela motivação de cada um deles para estar ali. Ela afirma perceber que alguns alunos são motivados pela vontade de serem os melhores da turma e ser reconhecidos por isso, outros, somente pelo desejo de fazer amigos e serem aceitos pelo grupo. Um último grupo é o que ela chama de individualistas, são preocupados com o conteúdo em si e com sua própria compreensão e aprendizagem.
"Quando um aluno está com dificuldades, por exemplo, eu vou incentivá-lo de acordo com sua motivação. Se ele for individualista, vou dizer que ele deve melhorar para não rodar, por exemplo. Já se ele for preocupado com o grupo, vou usar o argumento de que ele precisa estudar para acompanhar os colegas", ensina, destacando que percebeu um maior rendimento dos alunos quando passou a trabalhar dessa forma.
Análise ou análize? Veja 10 erros comuns da língua portuguesa
Para auxiliar quem prestará o Enem, a rede ibero-americana de colaboração universitária, Universia Brasil, divulgou um guia com os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.
De acordo com a instituição, embora a língua seja a quinta mais falada no mundo, ainda existem dúvidas na hora de escrever uma redação ou pronunciar alguma palavra. Entre os erros apontados está a grafia de palavras e o uso do ç, s, ss e z.
Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.
1 - "Estava paralizado de medo"
O s entre duas vogais nos substantivos também está presente no verbo.
O correto é: Estava paralisado de medo. (de paralisia)
Outros exemplos:
Vamos analisar os resultados. (de análise)
Carro com catalisador polui menos. (de catálise)
A moda agora é alisar os cabelos. (de liso)
2 - "Relacione todas as excessões"
É comum confundir a grafia do s, ss e ç
O correto é: Relacione todas as exceções.
Veja outros exemplos de grafias erradas e a forma correta de escrever:
"Advinhar" (correto: adivinhar)
"Ascenção" (correto: ascensão)
"benvindo" (correto: bem-vindo)
"cincoenta" (correto: cinquenta)
"pixar" (correto: pichar)
"xuxu" (correto: chuchu)
"zuar" (correto: zoar)
3 - "A moça não sai do cabelereiro"
Palavra deriva de cabeleira
O correto é: A moça não sai do cabeleireiro. (de cabeleira)
Outros exemplos:
Era um encontro "prazeiroso" (correto: prazeroso)
Atenção, vamos "manerar" (correto: maneirar)
4- "Eram casas germinadas"
Lembre-se de gêmeos
O correto é: Eram casas geminadas. (sem r)
Evite acrescentar letras inexistentes às palavras:
Asterisco (e não "asterístico")
Beneficência (e não "beneficiente")
Beneficente (e não "beneficiente")
Bugiganga (e não "buginganga")
Mendigo (e não "mendingo")
Mortadela (e não "mortandela")
Reivindicar (e não "reinvindicar" ou "reinvidicar")
5- "Gostava de comida por kilo"
Kilo é uma palavra aportuguesada
O correto é: Gostava de comida por quilo. (A comida é vendida por quilo)
Outras palavras já aportuguesadas: batom, camicase, chique, clipe, clube, críquete, cupom, estande, estresse, gangue, gim, golfe, grogue, gueixa, lorde, moletom, ringue, saquê, surfe, tíquete, turfe, xampu.
6 - "Era um deputado bahiano"
Derivados de Bahia não se escrevem com h
Só existe h em Bahia, mas não nos derivados do nome do Estado.
O correto é: Era um deputado baiano.
Outros exemplos:
Mora na Bahia.
Tinha muitos parentes baianos.
Nas palavras compostas, Bahia perde o h e a inicial maiúscula: coco-da-baía, jacarandá-da-baía, laranja-da-baía. Da mesma forma, o torcedor do Corinthians é corintiano, também sem h.
7 - "A tijela estava cheia de doces"
Tigela é com g e não com j
O correto é: A tigela estava cheia de doces.
Outras palavras com g e não j:
Afugentar, bege, falange, ferrugem, herege, Hégira, proteger, rabugento, selvageria.
8 - "Comeu uma pizza de calabreza"Terminação "esa" indica origem (de Calábria, Itália)
O correto é: Comeu uma pizza de calabresa.
São as terminações ês, esa e isa que indicam nacionalidade, origem, título de nobreza ou ocupação feminina:
Calabresa, francês, inglesa, japonesa, português, burguesa, camponês, cortês, baronesa, duquesa, poetisa, profetisa.
9 - "Vamos organisar a festa?" Terminação "izar" indica ação de fazer
A terminação se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r,l, n ou vogal:
O correto é: Vamos organizar a festa?
Outros exemplos: Banal: banalizar
Cânon: canonizar
Cota: cotizar
Horror: horrorizar
Suave: suavizar
10 - "A moça se dava bem com o padastro" A palavra deriva de padre (pai em latim)
O correto é: A moça se dava bem com o padrasto.
Evite também inverter as letras de madrasta (de mater, madre, ou seja, mãe):
A madrasta fazia a lição com o enteado.
Com informações da Universia Brasil
Para auxiliar quem prestará o Enem, a rede ibero-americana de colaboração universitária, Universia Brasil, divulgou um guia com os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.
De acordo com a instituição, embora a língua seja a quinta mais falada no mundo, ainda existem dúvidas na hora de escrever uma redação ou pronunciar alguma palavra. Entre os erros apontados está a grafia de palavras e o uso do ç, s, ss e z.
Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.
1 - "Estava paralizado de medo"
O s entre duas vogais nos substantivos também está presente no verbo.
O correto é: Estava paralisado de medo. (de paralisia)
Outros exemplos:
Vamos analisar os resultados. (de análise)
Carro com catalisador polui menos. (de catálise)
A moda agora é alisar os cabelos. (de liso)
2 - "Relacione todas as excessões"
É comum confundir a grafia do s, ss e ç
O correto é: Relacione todas as exceções.
Veja outros exemplos de grafias erradas e a forma correta de escrever:
"Advinhar" (correto: adivinhar)
"Ascenção" (correto: ascensão)
"benvindo" (correto: bem-vindo)
"cincoenta" (correto: cinquenta)
"pixar" (correto: pichar)
"xuxu" (correto: chuchu)
"zuar" (correto: zoar)
3 - "A moça não sai do cabelereiro"
Palavra deriva de cabeleira
O correto é: A moça não sai do cabeleireiro. (de cabeleira)
Outros exemplos:
Era um encontro "prazeiroso" (correto: prazeroso)
Atenção, vamos "manerar" (correto: maneirar)
4- "Eram casas germinadas"
Lembre-se de gêmeos
O correto é: Eram casas geminadas. (sem r)
Evite acrescentar letras inexistentes às palavras:
Asterisco (e não "asterístico")
Beneficência (e não "beneficiente")
Beneficente (e não "beneficiente")
Bugiganga (e não "buginganga")
Mendigo (e não "mendingo")
Mortadela (e não "mortandela")
Reivindicar (e não "reinvindicar" ou "reinvidicar")
5- "Gostava de comida por kilo"
Kilo é uma palavra aportuguesada
O correto é: Gostava de comida por quilo. (A comida é vendida por quilo)
Outras palavras já aportuguesadas: batom, camicase, chique, clipe, clube, críquete, cupom, estande, estresse, gangue, gim, golfe, grogue, gueixa, lorde, moletom, ringue, saquê, surfe, tíquete, turfe, xampu.
6 - "Era um deputado bahiano"
Derivados de Bahia não se escrevem com h
Só existe h em Bahia, mas não nos derivados do nome do Estado.
O correto é: Era um deputado baiano.
Outros exemplos:
Mora na Bahia.
Tinha muitos parentes baianos.
Nas palavras compostas, Bahia perde o h e a inicial maiúscula: coco-da-baía, jacarandá-da-baía, laranja-da-baía. Da mesma forma, o torcedor do Corinthians é corintiano, também sem h.
7 - "A tijela estava cheia de doces"
Tigela é com g e não com j
O correto é: A tigela estava cheia de doces.
Outras palavras com g e não j:
Afugentar, bege, falange, ferrugem, herege, Hégira, proteger, rabugento, selvageria.
8 - "Comeu uma pizza de calabreza"Terminação "esa" indica origem (de Calábria, Itália)
O correto é: Comeu uma pizza de calabresa.
São as terminações ês, esa e isa que indicam nacionalidade, origem, título de nobreza ou ocupação feminina:
Calabresa, francês, inglesa, japonesa, português, burguesa, camponês, cortês, baronesa, duquesa, poetisa, profetisa.
9 - "Vamos organisar a festa?" Terminação "izar" indica ação de fazer
A terminação se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r,l, n ou vogal:
O correto é: Vamos organizar a festa?
Outros exemplos: Banal: banalizar
Cânon: canonizar
Cota: cotizar
Horror: horrorizar
Suave: suavizar
10 - "A moça se dava bem com o padastro" A palavra deriva de padre (pai em latim)
O correto é: A moça se dava bem com o padrasto.
Evite também inverter as letras de madrasta (de mater, madre, ou seja, mãe):
A madrasta fazia a lição com o enteado.
Com informações da Universia Brasil
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