29 agosto 2011
28 agosto 2011
Inusitada Despedida
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente estou fora. Fui expulso para sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os DOIS PONTOS disseram que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto eles se equilibram um sobre o outro.
Até o CEDILHA foi a favor da minha expulsão, aquele C frouxo que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o PONTO FINAL para trabalharmos juntos, fazendo um bico de RETICÊNCIAS, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por ASPAS? A verdade é que estou fora de moda. Na moda estão os estrangeiros, o K e o W, só se vê "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que, aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou embora da Língua Portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o Alemão, lá eles me adoram. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Ass.: Trema.
27 agosto 2011
24 agosto 2011
Da turma do fundão aos tímidos: pesquisa mostra tipos de alunos
Segundo especialistas, é importante que o professor "entenda" o perfil dos seus alunos para aumentar o rendimento da turma
A patricinha, o roqueiro, o sonolento, a estudiosa. Os tipos de alunos encontrados em uma escola já foram retratados com humor em filmes adolescentes e em videoclipes musicais, mas agora pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) traçaram um perfil psicológico de 51 mil pessoas que deve servir para que os professores "entendam seus alunos".
Fazendo uso de um questionário online (www.temperamento.com.br), os estudiosos analisaram o perfil de pessoas com idades entre 11 e 32 anos. Médico psiquiatra e professor titular da Faculdade de Biociências da PUCRS, Diogo Lara aplicou os resultados obtidos em uma sala de aula e concluiu que, dentro de um ambiente de ensino, existem quatro perfis de estudantes: estáveis, internalizados ou inibidos, instáveis e externalizados.
De acordo com ele, esses perfis são baseados em características pessoais e sentimentos que se manifestam no indivíduo durante uma aula, seja da escola ou da faculdade. "Os tipos são determinantes para o sucesso ou fracasso do ensino. O desafio do professor é se adequar aos seus estudantes para aumentar o rendimento da turma", diz.
O perfil predominante em uma escola são os estáveis, que compreendem 30% da população escolar. "Eles são perfeccionistas, bem dispostos e têm perfil de liderança. É o grupo mais fácil de trabalhar, pois se adaptam a diferentes tipos de atividades com facilidade", explica Lara. Contudo, o mesmo não acontece com os internalizados ou inibidos, que representam de 20% a 25% dos estudantes e possuem características como timidez e depressão. Eles lidam bem com aulas expositivas, mas não gostam de trabalho em grupo. Além disso, participam pouco da aula.
Os conhecidos como "galera do fundão", também foram identificados na pesquisa, em que receberam a denominação de instáveis e representam de 20% a 25% dos alunos em uma sala de aula. Possuindo comportamentos como alternância de humor e agitação, esse grupo tende a não lidar bem com regras e ensinamentos monótonos. Segundo o psiquiatra, os professores devem ser pacientes com este grupo e saber conversar. Aulas interativas são bem recebidas por eles.
Por fim, existem ainda os externalizados, que também se sentam no fundo da sala e representam de 20% a 25% dos estudantes. Conforme o estudo, eles são desinibidos e não gostam de aulas formais, preferindo atividades dinâmicas e esportivas, nas quais possam descarregar energia. Lara explica que a diferença deste grupo para os instáveis está na forma como lidam com conflitos. "Os instáveis se magoam, e os externalizados passam para a briga", define. Ou seja, os grupos externalizados e instáveis, que juntos representam 40% dos estudantes, não aprendem com o tipo de aula mais usada nas escolas: as expositivas.
O pesquisador explica que o estudo comprova que o sucesso em sala de aula depende da capacidade do professor de saber ler seus alunos e variar os tipos de exercícios para atingir todos os grupos. "Em uma sala de aula, sempre vai existir os quatro perfis. Mas se houver predomínio de algum tipo, o professor deve se adaptar para dar aulas em um estilo que se encaixe mais com a maioria. Por exemplo: dar aulas mais dinâmicas e interativas em uma turma com mais instáveis e externalizados", recomenda.
Observação e intuição do professor ajudam a identificar perfis
Para os professores que desejam reconhecer os perfis dos seus alunos, Lara sugere analisar o local onde os estudantes costumam sentar. Os estáveis, por exemplo, preferem as mesas no centro ou na frente da sala. Os Inibidos, geralmente, escolhem as cadeiras da frente, e os externalizados e instáveis se reúnem nas classes do fundo. "Normalmente, os educadores conseguem perceber isso por intuição e observação. A questão é saber se eles estão trabalhando com essa diversidade", diz.
Ou seja, segundo sugere o psiquiatra, não é preciso usar metodologia científica para identificar os diferentes tipos de alunos em uma aula. Com sensibilidade, alguns professores fazem suas próprias definições de perfis e trabalham a partir disso.
O professor universitário Arievaldo Alves de Lima, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, tem o costume de observar muito seus alunos nos primeiros dias de aulas e realizar atividades interativas seguidas de alguns questionários. O objetivo do educador de Ciências Contábeis é traçar o perfil de seus estudantes para saber qual o tipo de aula será mais eficaz para cada um deles. "Cada um tem o seu modelo próprio de ação e recepção do aprendizado, e o professor precisa compreender isso", afirma.
Lima conta que passou a ter essa sensibilidade somente depois que se formou em Pedagogia. Devido a anos de experiência e observação, o professor também traçou quatro perfis de alunos. O primeiro grupo é o que Lima chama de diplomatas: "Esse aluno prefere trabalhar com pessoas a lidar com informação escrita; prefere estudar em grupo e gosta de atenção especial do professor". Também existem os burocratas, que gostam de trabalhar sozinhos com leituras, textos e exercícios. "Esse grupo tende a rejeitar atividades subjetivas, pois eles dão valor à informação documentada que faz com que tenham controle de seu estudo. Além disso, eles costumam pensar muito antes de falar, o que resulta em uma baixa participação em sala de aula", afirma Lima.
Outro perfil de estudante observado pelo professor são os práticos, que preferem que a aula vá direito ao ponto, sem ações paralelas. "Eles gostam de realizar exercícios e preferem trabalhar sozinhos. Minha dica para trabalhar com eles é abusar de listas como, cinco regras para acentuar bem, três axiomas de probabilidade, etc.". Contudo, este tipo de exercício não irá funcionar para os radicais, que respondem a aulas cheias de novidades e interatividades. "Eles basicamente são a turma do fundão e se interessam por aulas em power point, com vídeos e cheias de histórias ilustrativas e curiosas", ensina.
A professora de inglês e espanhol da Escola de Idiomas CCAA, de Diadema (SP), Zailda Coirano, define seus alunos pela motivação de cada um deles para estar ali. Ela afirma perceber que alguns alunos são motivados pela vontade de serem os melhores da turma e ser reconhecidos por isso, outros, somente pelo desejo de fazer amigos e serem aceitos pelo grupo. Um último grupo é o que ela chama de individualistas, são preocupados com o conteúdo em si e com sua própria compreensão e aprendizagem.
"Quando um aluno está com dificuldades, por exemplo, eu vou incentivá-lo de acordo com sua motivação. Se ele for individualista, vou dizer que ele deve melhorar para não rodar, por exemplo. Já se ele for preocupado com o grupo, vou usar o argumento de que ele precisa estudar para acompanhar os colegas", ensina, destacando que percebeu um maior rendimento dos alunos quando passou a trabalhar dessa forma.
Segundo especialistas, é importante que o professor "entenda" o perfil dos seus alunos para aumentar o rendimento da turma
A patricinha, o roqueiro, o sonolento, a estudiosa. Os tipos de alunos encontrados em uma escola já foram retratados com humor em filmes adolescentes e em videoclipes musicais, mas agora pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) traçaram um perfil psicológico de 51 mil pessoas que deve servir para que os professores "entendam seus alunos".
Fazendo uso de um questionário online (www.temperamento.com.br), os estudiosos analisaram o perfil de pessoas com idades entre 11 e 32 anos. Médico psiquiatra e professor titular da Faculdade de Biociências da PUCRS, Diogo Lara aplicou os resultados obtidos em uma sala de aula e concluiu que, dentro de um ambiente de ensino, existem quatro perfis de estudantes: estáveis, internalizados ou inibidos, instáveis e externalizados.
De acordo com ele, esses perfis são baseados em características pessoais e sentimentos que se manifestam no indivíduo durante uma aula, seja da escola ou da faculdade. "Os tipos são determinantes para o sucesso ou fracasso do ensino. O desafio do professor é se adequar aos seus estudantes para aumentar o rendimento da turma", diz.
O perfil predominante em uma escola são os estáveis, que compreendem 30% da população escolar. "Eles são perfeccionistas, bem dispostos e têm perfil de liderança. É o grupo mais fácil de trabalhar, pois se adaptam a diferentes tipos de atividades com facilidade", explica Lara. Contudo, o mesmo não acontece com os internalizados ou inibidos, que representam de 20% a 25% dos estudantes e possuem características como timidez e depressão. Eles lidam bem com aulas expositivas, mas não gostam de trabalho em grupo. Além disso, participam pouco da aula.
Os conhecidos como "galera do fundão", também foram identificados na pesquisa, em que receberam a denominação de instáveis e representam de 20% a 25% dos alunos em uma sala de aula. Possuindo comportamentos como alternância de humor e agitação, esse grupo tende a não lidar bem com regras e ensinamentos monótonos. Segundo o psiquiatra, os professores devem ser pacientes com este grupo e saber conversar. Aulas interativas são bem recebidas por eles.
Por fim, existem ainda os externalizados, que também se sentam no fundo da sala e representam de 20% a 25% dos estudantes. Conforme o estudo, eles são desinibidos e não gostam de aulas formais, preferindo atividades dinâmicas e esportivas, nas quais possam descarregar energia. Lara explica que a diferença deste grupo para os instáveis está na forma como lidam com conflitos. "Os instáveis se magoam, e os externalizados passam para a briga", define. Ou seja, os grupos externalizados e instáveis, que juntos representam 40% dos estudantes, não aprendem com o tipo de aula mais usada nas escolas: as expositivas.
O pesquisador explica que o estudo comprova que o sucesso em sala de aula depende da capacidade do professor de saber ler seus alunos e variar os tipos de exercícios para atingir todos os grupos. "Em uma sala de aula, sempre vai existir os quatro perfis. Mas se houver predomínio de algum tipo, o professor deve se adaptar para dar aulas em um estilo que se encaixe mais com a maioria. Por exemplo: dar aulas mais dinâmicas e interativas em uma turma com mais instáveis e externalizados", recomenda.
Observação e intuição do professor ajudam a identificar perfis
Para os professores que desejam reconhecer os perfis dos seus alunos, Lara sugere analisar o local onde os estudantes costumam sentar. Os estáveis, por exemplo, preferem as mesas no centro ou na frente da sala. Os Inibidos, geralmente, escolhem as cadeiras da frente, e os externalizados e instáveis se reúnem nas classes do fundo. "Normalmente, os educadores conseguem perceber isso por intuição e observação. A questão é saber se eles estão trabalhando com essa diversidade", diz.
Ou seja, segundo sugere o psiquiatra, não é preciso usar metodologia científica para identificar os diferentes tipos de alunos em uma aula. Com sensibilidade, alguns professores fazem suas próprias definições de perfis e trabalham a partir disso.
O professor universitário Arievaldo Alves de Lima, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, tem o costume de observar muito seus alunos nos primeiros dias de aulas e realizar atividades interativas seguidas de alguns questionários. O objetivo do educador de Ciências Contábeis é traçar o perfil de seus estudantes para saber qual o tipo de aula será mais eficaz para cada um deles. "Cada um tem o seu modelo próprio de ação e recepção do aprendizado, e o professor precisa compreender isso", afirma.
Lima conta que passou a ter essa sensibilidade somente depois que se formou em Pedagogia. Devido a anos de experiência e observação, o professor também traçou quatro perfis de alunos. O primeiro grupo é o que Lima chama de diplomatas: "Esse aluno prefere trabalhar com pessoas a lidar com informação escrita; prefere estudar em grupo e gosta de atenção especial do professor". Também existem os burocratas, que gostam de trabalhar sozinhos com leituras, textos e exercícios. "Esse grupo tende a rejeitar atividades subjetivas, pois eles dão valor à informação documentada que faz com que tenham controle de seu estudo. Além disso, eles costumam pensar muito antes de falar, o que resulta em uma baixa participação em sala de aula", afirma Lima.
Outro perfil de estudante observado pelo professor são os práticos, que preferem que a aula vá direito ao ponto, sem ações paralelas. "Eles gostam de realizar exercícios e preferem trabalhar sozinhos. Minha dica para trabalhar com eles é abusar de listas como, cinco regras para acentuar bem, três axiomas de probabilidade, etc.". Contudo, este tipo de exercício não irá funcionar para os radicais, que respondem a aulas cheias de novidades e interatividades. "Eles basicamente são a turma do fundão e se interessam por aulas em power point, com vídeos e cheias de histórias ilustrativas e curiosas", ensina.
A professora de inglês e espanhol da Escola de Idiomas CCAA, de Diadema (SP), Zailda Coirano, define seus alunos pela motivação de cada um deles para estar ali. Ela afirma perceber que alguns alunos são motivados pela vontade de serem os melhores da turma e ser reconhecidos por isso, outros, somente pelo desejo de fazer amigos e serem aceitos pelo grupo. Um último grupo é o que ela chama de individualistas, são preocupados com o conteúdo em si e com sua própria compreensão e aprendizagem.
"Quando um aluno está com dificuldades, por exemplo, eu vou incentivá-lo de acordo com sua motivação. Se ele for individualista, vou dizer que ele deve melhorar para não rodar, por exemplo. Já se ele for preocupado com o grupo, vou usar o argumento de que ele precisa estudar para acompanhar os colegas", ensina, destacando que percebeu um maior rendimento dos alunos quando passou a trabalhar dessa forma.
Análise ou análize? Veja 10 erros comuns da língua portuguesa
Para auxiliar quem prestará o Enem, a rede ibero-americana de colaboração universitária, Universia Brasil, divulgou um guia com os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.
De acordo com a instituição, embora a língua seja a quinta mais falada no mundo, ainda existem dúvidas na hora de escrever uma redação ou pronunciar alguma palavra. Entre os erros apontados está a grafia de palavras e o uso do ç, s, ss e z.
Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.
1 - "Estava paralizado de medo"
O s entre duas vogais nos substantivos também está presente no verbo.
O correto é: Estava paralisado de medo. (de paralisia)
Outros exemplos:
Vamos analisar os resultados. (de análise)
Carro com catalisador polui menos. (de catálise)
A moda agora é alisar os cabelos. (de liso)
2 - "Relacione todas as excessões"
É comum confundir a grafia do s, ss e ç
O correto é: Relacione todas as exceções.
Veja outros exemplos de grafias erradas e a forma correta de escrever:
"Advinhar" (correto: adivinhar)
"Ascenção" (correto: ascensão)
"benvindo" (correto: bem-vindo)
"cincoenta" (correto: cinquenta)
"pixar" (correto: pichar)
"xuxu" (correto: chuchu)
"zuar" (correto: zoar)
3 - "A moça não sai do cabelereiro"
Palavra deriva de cabeleira
O correto é: A moça não sai do cabeleireiro. (de cabeleira)
Outros exemplos:
Era um encontro "prazeiroso" (correto: prazeroso)
Atenção, vamos "manerar" (correto: maneirar)
4- "Eram casas germinadas"
Lembre-se de gêmeos
O correto é: Eram casas geminadas. (sem r)
Evite acrescentar letras inexistentes às palavras:
Asterisco (e não "asterístico")
Beneficência (e não "beneficiente")
Beneficente (e não "beneficiente")
Bugiganga (e não "buginganga")
Mendigo (e não "mendingo")
Mortadela (e não "mortandela")
Reivindicar (e não "reinvindicar" ou "reinvidicar")
5- "Gostava de comida por kilo"
Kilo é uma palavra aportuguesada
O correto é: Gostava de comida por quilo. (A comida é vendida por quilo)
Outras palavras já aportuguesadas: batom, camicase, chique, clipe, clube, críquete, cupom, estande, estresse, gangue, gim, golfe, grogue, gueixa, lorde, moletom, ringue, saquê, surfe, tíquete, turfe, xampu.
6 - "Era um deputado bahiano"
Derivados de Bahia não se escrevem com h
Só existe h em Bahia, mas não nos derivados do nome do Estado.
O correto é: Era um deputado baiano.
Outros exemplos:
Mora na Bahia.
Tinha muitos parentes baianos.
Nas palavras compostas, Bahia perde o h e a inicial maiúscula: coco-da-baía, jacarandá-da-baía, laranja-da-baía. Da mesma forma, o torcedor do Corinthians é corintiano, também sem h.
7 - "A tijela estava cheia de doces"
Tigela é com g e não com j
O correto é: A tigela estava cheia de doces.
Outras palavras com g e não j:
Afugentar, bege, falange, ferrugem, herege, Hégira, proteger, rabugento, selvageria.
8 - "Comeu uma pizza de calabreza"Terminação "esa" indica origem (de Calábria, Itália)
O correto é: Comeu uma pizza de calabresa.
São as terminações ês, esa e isa que indicam nacionalidade, origem, título de nobreza ou ocupação feminina:
Calabresa, francês, inglesa, japonesa, português, burguesa, camponês, cortês, baronesa, duquesa, poetisa, profetisa.
9 - "Vamos organisar a festa?" Terminação "izar" indica ação de fazer
A terminação se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r,l, n ou vogal:
O correto é: Vamos organizar a festa?
Outros exemplos: Banal: banalizar
Cânon: canonizar
Cota: cotizar
Horror: horrorizar
Suave: suavizar
10 - "A moça se dava bem com o padastro" A palavra deriva de padre (pai em latim)
O correto é: A moça se dava bem com o padrasto.
Evite também inverter as letras de madrasta (de mater, madre, ou seja, mãe):
A madrasta fazia a lição com o enteado.
Com informações da Universia Brasil
Para auxiliar quem prestará o Enem, a rede ibero-americana de colaboração universitária, Universia Brasil, divulgou um guia com os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.
De acordo com a instituição, embora a língua seja a quinta mais falada no mundo, ainda existem dúvidas na hora de escrever uma redação ou pronunciar alguma palavra. Entre os erros apontados está a grafia de palavras e o uso do ç, s, ss e z.
Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.
1 - "Estava paralizado de medo"
O s entre duas vogais nos substantivos também está presente no verbo.
O correto é: Estava paralisado de medo. (de paralisia)
Outros exemplos:
Vamos analisar os resultados. (de análise)
Carro com catalisador polui menos. (de catálise)
A moda agora é alisar os cabelos. (de liso)
2 - "Relacione todas as excessões"
É comum confundir a grafia do s, ss e ç
O correto é: Relacione todas as exceções.
Veja outros exemplos de grafias erradas e a forma correta de escrever:
"Advinhar" (correto: adivinhar)
"Ascenção" (correto: ascensão)
"benvindo" (correto: bem-vindo)
"cincoenta" (correto: cinquenta)
"pixar" (correto: pichar)
"xuxu" (correto: chuchu)
"zuar" (correto: zoar)
3 - "A moça não sai do cabelereiro"
Palavra deriva de cabeleira
O correto é: A moça não sai do cabeleireiro. (de cabeleira)
Outros exemplos:
Era um encontro "prazeiroso" (correto: prazeroso)
Atenção, vamos "manerar" (correto: maneirar)
4- "Eram casas germinadas"
Lembre-se de gêmeos
O correto é: Eram casas geminadas. (sem r)
Evite acrescentar letras inexistentes às palavras:
Asterisco (e não "asterístico")
Beneficência (e não "beneficiente")
Beneficente (e não "beneficiente")
Bugiganga (e não "buginganga")
Mendigo (e não "mendingo")
Mortadela (e não "mortandela")
Reivindicar (e não "reinvindicar" ou "reinvidicar")
5- "Gostava de comida por kilo"
Kilo é uma palavra aportuguesada
O correto é: Gostava de comida por quilo. (A comida é vendida por quilo)
Outras palavras já aportuguesadas: batom, camicase, chique, clipe, clube, críquete, cupom, estande, estresse, gangue, gim, golfe, grogue, gueixa, lorde, moletom, ringue, saquê, surfe, tíquete, turfe, xampu.
6 - "Era um deputado bahiano"
Derivados de Bahia não se escrevem com h
Só existe h em Bahia, mas não nos derivados do nome do Estado.
O correto é: Era um deputado baiano.
Outros exemplos:
Mora na Bahia.
Tinha muitos parentes baianos.
Nas palavras compostas, Bahia perde o h e a inicial maiúscula: coco-da-baía, jacarandá-da-baía, laranja-da-baía. Da mesma forma, o torcedor do Corinthians é corintiano, também sem h.
7 - "A tijela estava cheia de doces"
Tigela é com g e não com j
O correto é: A tigela estava cheia de doces.
Outras palavras com g e não j:
Afugentar, bege, falange, ferrugem, herege, Hégira, proteger, rabugento, selvageria.
8 - "Comeu uma pizza de calabreza"Terminação "esa" indica origem (de Calábria, Itália)
O correto é: Comeu uma pizza de calabresa.
São as terminações ês, esa e isa que indicam nacionalidade, origem, título de nobreza ou ocupação feminina:
Calabresa, francês, inglesa, japonesa, português, burguesa, camponês, cortês, baronesa, duquesa, poetisa, profetisa.
9 - "Vamos organisar a festa?" Terminação "izar" indica ação de fazer
A terminação se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r,l, n ou vogal:
O correto é: Vamos organizar a festa?
Outros exemplos: Banal: banalizar
Cânon: canonizar
Cota: cotizar
Horror: horrorizar
Suave: suavizar
10 - "A moça se dava bem com o padastro" A palavra deriva de padre (pai em latim)
O correto é: A moça se dava bem com o padrasto.
Evite também inverter as letras de madrasta (de mater, madre, ou seja, mãe):
A madrasta fazia a lição com o enteado.
Com informações da Universia Brasil
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